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Projeto de investigação
O “IMPÉRIO DA MEMÓRIA” OU A “MEMÓRIA DO IMPÉRIO”: A SALVAGUARDA DO PATRIMÓNIO PORTUGUÊS ULTRAMARINO 1931-1970
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A "memória do império" ou o "império da memória" : a salvaguarda do património arquitectónico português ultramarino : (1930-1974)
Publication . Mariz, Vera; Neto, Maria João Baptista, 1963-
O presente estudo incide sobre a evolução da salvaguarda do património arquitectónico português ultramarino entre 1930 e 1974, época marcada por uma forte componente colonial do Estado Novo, pelo pleno entendimento dos monumentos enquanto testemunhos da grandiosidade da Nação e pela sua utilização como instrumentos de propaganda e legitimadores de um alegado direito histórico de descobrir, conquistar, ocupar e colonizar. Tendo presente estes três aspectos, pretendemos compreender as características desta(s) realidade(s) paralela(s) ao universo dominado pela portentosa Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais. Assim, geograficamente movemo-nos entre Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Guiné, Angola, Moçambique, Índia Portuguesa, Macau e Timor, os territórios do dito Império Colonial Português. A partir do ano de 1958 e da publicação do Decreto nº41 787 a salvaguarda dos monumentos nacionais destas províncias ultramarinas passou para a tutela do Ministério do Ultramar. A Direcção-Geral de Obras Públicas e Comunicações deste ministério seria, a partir de então, responsável pelo inventário, classificação e orientação de obras de conservação e restauro naqueles monumentos. No entanto não estamos perante um universo exclusivamente marcado pela acção deste organismo, pois em algumas províncias ultramarinas, além de serviços de Obras Públicas responsáveis pela execução de intervenções em monumentos nacionais, existiam comissões especializadas. Referimo-nos à Comissão Permanente de Arqueologia da Índia Portuguesa, à Comissão de Monumentos Provinciais/Comissão dos Monumentos Nacionais de Angola e à Comissão dos Monumentos e Relíquias Históricas de Moçambique, organismos criados nos anos de 1895, 1922/1942 e 1943, respectivamente. Assim, ao longo desta dissertação identificamos, examinamos e comparamos percepções e atitudes de organismos públicos e privados, de indivíduos e de grupos, programas de preservação e valorização, bem como práticas e critérios de conservação e restauro. A nossa intenção é revelar a existência de uma realidade simultaneamente marcada por laivos de continuidade e esforços pioneiros que nos permita ter um conhecimento mais acertado das práticas e políticas de salvaguarda patrimonial promovidas dentro dos limites temporais estabelecidos.
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Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
Número da atribuição
SFRH/BD/75729/2011
