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Projeto de investigação

PARASITISMO GASTRINTESTINAL EM ASININOS: ESTUDO EPIDEMIOLÓGICO DA INFECÇÃO PARASITÁRIA POR ESTRONGILÍ-DEOS E DAS MODIFICAÇÕES IMUNOLÓGICAS ASSOCIADAS

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Parasitismo gastrointestinal em asininos da raça de Miranda : epidemiologia e controlo seletivo da infeção por estrongilídeos
Publication . Sousa, Sérgio Eduardo Ramalho de; Carvalho, Luís Manuel Madeira de
Em Portugal os equídeos apresentam um parasitismo caracterizado por cargas parasitárias e biodiversidade helmíntica elevadas, fatores potencialmente muito patogénicos para os seus hospedeiros. Considerando o reduzido efetivo de asininos existente no nosso país e a escassa informação disponível sobre o seu parasitismo, foi considerado este estudo epidemiológico com o objetivo geral de contribuir para o estudo e proteção do gado asinino em Portugal, e em particular da Raça Asinina de Miranda no Planalto Mirandês. Assim, com este trabalho pretendeu-se observar o estatuto parasitológico desta população de asininos de forma a contribuir para um melhor conhecimento do parasitismo gastrointestinal envolvido, em particular os estrongilídeos, e da adoção de medidas terapêuticas adequadas. Considerando a realização de técnicas parasitárias adequadas para o estudo epidemiológico do parasitismo gastrointestinal em equídeos, este trabalho pretendeu observar o nível de infeção e biodiversidade parasitária no hospedeiro assim como observar a contaminação ambiental. Durante cinco anos procedeu-se à monitorização de uma população de 62 asininos sujeitos ao controlo seletivo, no solar da Raça Asinina de Miranda. O estudo observou uma diminuição da taxa de prevalência média anual de infeção por estrongilídeos gastrointestinais, de 35,1% para 23,0%, evidenciando uma distribuição do tipo binominal negativa dos estrongilídeos parasitas de asininos sujeitos ao controlo antihelmíntico seletivo. A taxa de prevalência de infeção foi superior nas fêmeas (39,5%), em animais com idade inferior a quatro anos (46,7%) e com menor condição corporal (40,8%). Ocorreu maior excreção de ovos nos jovens (901,6 OPG) e nas fêmeas (779,9 OPG) assim como maior média da frequência de novas infeções nas fêmeas (6,9). Durante o estudo, observou-se um número médio de desparasitações maior mas fêmeas (3,3) do que em machos (2,7) e intervalos médios entre desparasitações de 16,2 meses (fêmeas) e de 22,4 meses (machos). Este estudo evidenciou o papel dos lameiros e da influência climática na epidemiologia da estrongilidose asinina no Planalto Mirandês e permitiu observar a curva anual de excreção de ovos de estrongilídeos parasitas de asininos desta região transmontana, verificando-se um aumento progressivo de dezembro até junho, mês que se atinge um pico máximo na eliminação de ovos, decrescendo depois progressivamente até dezembro. Foi observada uma baixa biodiversidade de parasitas gastrointestinais, sendo Cyathostomum sensu lato o género mais prevalente com ocorrência dos morfotipos A (35,0 a 85,7%) e D (15,6 a 30,8%), C (15,7 a 15,2%), G (11,0 a 12,1%) e B (8,7 a 9,1%), E (2,2 a 1,5%), F (2,2 a 1,6%) e H (0,8%). Strongylus vulgaris (2,0%) foi o estrongilíneo mais observado. Trichostrongylus axei (0,8%) e Parascaris sp. (0,8%) foram outros dos nematodes observados. Em súmula, verificou-se uma elevada prevalência de parasitismo por estrongilídeos que foi diminuindo progressivamente ao longo do estudo assim como a biodiversidade, sendo os ciatostomíneos os mais prevalentes. O controlo anti-helmíntico seletivo permite utilizar os recursos disponíveis com maior racionalidade, revelando-se uma estratégia com eficácia no controlo dos estrongilídeos e outros parasitas gastrointestinais de asininos.

Unidades organizacionais

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Palavras-chave

Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

FARH

Número da atribuição

SFRH/BD/65407/2009

ID