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O contributo d'O Panorama na divulgação histórica em Portugal no Século XIX (1837-68)
Publication . Brito, Ricardo de
O regime monárquico constitucional estabeleceu-se, de forma definitiva, após a guerra civil que colocou em confronto liberais e absolutistas (1832-34). A possível estabilidade política, contudo, só veio apenas em meados do século, período em que se consumou a forma final do regime liberal como resultado último das disputas entre as diferentes famílias liberais (setembristas e cartistas). Não obstante o período de instabilidade política que em grande medida caracterizou a primeira metade de oitocentos, observamos o emergir - ou a tentativa de - de um novo modelo político, social e económico (com raízes no Vintismo) que, paulatinamente, veio a mudar a sociedade portuguesa. Estas mudanças podem ser observadas sobre vários prismas, mas para o nosso caso interessam-nos, em particular, dois aspectos: o movimento associativo com fortes raízes no século XVIII, mas com um crescimento notório a partir de 1834 (sociedades patrióticas, científicas, culturais e industriais), e a imprensa periódica, que vinha a desenvolver-se de forma significativa e com diferentes matizes desde a primeira década de oitocentos, com melhoramentos técnicos, e, mais importante, com o surgimento da lógica de um espaço público de discussão. Estes dois eixos assumem particular destaque, quer pela sua expansão considerável mas também pelos seus intuitos. Desenvolvimentos que, conjugados ou como fruto de uma nova e dinâmica cultura política, estabeleceram novas necessidades de divulgação da memória histórica. É pois num contexto de mudanças políticas, sociais, culturais e técnicas que temos de compreender O Panorama, periódico de grande influência em Portugal durante uma boa parte do século XIX.
Continuidade e Rupturas Historiográficas: O caso português num contexto peninsular (c.1834 - c.1940)
Publication . Matos, Sérgio Campos
Na modernidade difundiu-se na escrita da história uma exigência de distanciação crítica (que aliás não era nova) em relação às fontes e ao próprio objecto de estudo, quando não um corte entre presente e passado. Mas o presente irrompe a cada passo no trabalho do historiador que sempre selecciona temas, problemas, balizas temporais, conceitos, interpretações - mesmo quando alimenta a ilusão de que, no seu trabalho, reconstitui ou ressuscita o passado tal como teria sucedido. Neste sentido, quem investiga e escreve um trabalho historiográfico não pode evitar que também a sua prática se situe num tempo específico, tenha uma historicidade. O historiador não está fora da história. Também não está no tempo a que se refere a sua narrativa, como poderiam sonhar alguns: tem por isso que lidar com a alteridade. E, naturalmente, todas as sociedades humanas, todos os indivíduos cultivam atitudes diferenciadas em relação ao passado. Centrando-me no caso português e estabelecendo nexos com outras culturas históricas europeias, pretendo neste texto 1. Caracterizar dois momentos em que, no campo historiográfico, se afirmaram intenções de ruptura com o passado próximo e em que se delinearam projectos de futuro, estabelecendo uma relação entre história e Res publica. Não esquecendo que as intenções de corte com o passado próximo exprimem por vezes vontade de regressar a um passado mais distante (caso do medievalismo dos historiadores românticos). 2. Situar as mudanças que se operaram nos dois últimos séculos na escrita da história numa escala transnacional, europeia mas sobretudo peninsular.
A Historiografia no Âmbito dos Estudos Regionais
Publication . João, Maria Isabel
A reflexão que vou apresentar sobre os estudos regionais e a historiografia surge no contexto da preparação de uma entrada para o Dicionário de Historiadores Portugueses, a qual deve abranger o período que medeia entre a fundação da Academia das Ciências e o final do Estado Novo (1779-1974). Sobre a questão dos estudos regionais e da história local há abordagens mais gerais e introdutórias sobre os problemas metodológicos, como a de Luís Reis Torgal (1987), J. Amado Mendes (1990, alargado em 2000), Jorge Borges de Macedo (1993), de António Oliveira (1995 e 2000) e José Viriato Capela (1995), mas os trabalhos que pretendem fazer uma história da história são poucos e, em geral, de âmbito também regional ou abrangendo um período cronológico mais limitado. Compreende-se: o levantamento de fontes e a sua análise é um trabalho vastíssimo e requer a constituição de uma equipa que utilize os recursos informáticos para se poder realizar um estudo abrangente que nos permita estabelecer: (i) uma tipologia e um quadro diacrónico das transformações e mudanças verificadas no período considerado; (ii) as condições de produção e de publicação dos textos (artigos ou obras de maior vulto); (iii) a caracterização sociológica dos produtores das histórias regionais e locais; (iv) as relações entre estas abordagens de escala espacial mais reduzida e a história nacional ou mesmo transnacional. Esse será um desafio para o futuro. Hoje a nossa ambição é mais limitada e procuraremos analisar como é que nesse domínio da produção historiográfica, num período de quase 200 anos (1779-1974), a história foi ganhando uma dimensão própria, com o recurso às fontes primárias e aos métodos críticos, sem deixar de dialogar com as outras ciências sociais, em particular a geografia humana e a etnografia/antropologia. Em causa vão estar os problemas da delimitação espacial e do desenvolvimento deste ramo da história que tem tido as suas dinâmicas próprias, sem deixar de reflectir o que se passa no contexto mais geral.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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5876

Número da atribuição

PEst-OE/SADG/UI0289/2014

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