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Tarefas na sala de aula : prática letiva de professores do 3.º ano com representações matemáticas
Publication . Velez, Isabel; Serrazinha, Maria de Lurdes Marquês; Ponte, João Pedro da, 1953-
Assumindo que a prática letiva influencia de forma decisiva a aprendizagem dos alunos, este estudo visa compreender como se caracteriza a prática dos professores do 1.º ciclo do ensino básico, no que respeita à forma como exploram as tarefas na sala de aula e às representações que usam e privilegiam. Assim, através da observação de aulas e de sessões de grupo de trabalho (preparação e pós-aula), analiso a forma como o grupo de trabalho planeia, explora e reflete nas tarefas, focando-me nas ações dos professores, nas representações que utilizam e nas que dão primazia e no tipo de questionamento a que recorrem nas tarefas propostas aos alunos na sala de aula. O Enquadramento teórico discute os principais aspetos da prática letiva dos professores e das representações.
Nesta investigação, de natureza qualitativa e interpretativa, baseada em estudos de caso, os dados foram recolhidos através da observação participante (sessões de grupo de trabalho) e não participante (aulas), da realização de entrevistas semiestruturadas e da gravação das aulas e das sessões de grupo de trabalho, tendo sido analisados através de análise de conteúdo. Assim, durante o ano letivo de 2012/2013, acompanhei um grupo de quatro professores (três professores titulares de turmas do 3.º ano e uma professora de apoio a Matemática). Todos os participantes pertenciam ao mesmo agrupamento de escolas, situado no distrito de Lisboa. Num contexto de grupo de trabalho, procurei criar condições para que refletissem sobre a sua prática e partilhassem experiências.
Os resultados do estudo evidenciam uma relação próxima entre as ações dos professores e a atividade dos alunos no processo de representação, verificando-se três níveis distintos de exigência cognitiva. Observa-se ainda um padrão nos tipos de questionamento a que os professores recorrem, que varia de acordo com o momento em sala de aula, com o tipo de tarefa explorada e com as dificuldades manifestadas pelos alunos. É também notória a primazia que os professores dão à utilização das representações simbólicas, em detrimento das representações pictóricas. As representações pictóricas surgem como último recurso, de forma a promover a compreensão de alunos mais jovens (1.º e 2.º ano) e de alunos com dificuldades na interpretação do enunciado das tarefas ou na sua resolução.
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Entidade financiadora
Fundação para a Ciência e a Tecnologia
Programa de financiamento
SFRH
Número da atribuição
SFRH/BD/97033/2013
