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Research Project

Desenhando a música: análise da composição e da escuta segunda o conceito peirceano de diagrama

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Gestures, Diagrams, and the Craft of Musical Composition
Publication . Aguiar, Vinícius de
Based on recent developments in the mathematical theory of music, philosophy of mathematics, and gesture studies, this paper builds a pragmaticist (Peirce) philosophical framework within which musical composition can be analyzed without reducing it to “abstract formulas” or “inspiration”. At least two widespread types of artifacts that mediate the compositional process rely on gestural techniques, namely, musical instruments and notations. Notwithstanding, the creative dialectics between gestures and sounds, mediated by artifacts, became the target of in-depth investigation in musicology only in recent decades (Mazzola). And the creative potentialities of musical notations still nowadays tend to be tackled by considering only the strategies of visualization that they afford (Krämer), leaving aside the manu-facture and manu-tension of the diagrammatic (Alunni) — already identified, however, in the philosophy of science and mathematics (Châtelet). We will show how a diachronic perspective on those gestural techniques can reveal an interesting role of the body in the opening up of musical “programs” to dissonances and noises. Far from being the outcome of “intellectual” decisions, new musical continents have been (re-)searched and cultivated through specific modalities of gestures, that we will try to uncover and systematize.
Desenhando a música : análise da composição e da escuta a partir do conceito peirceano de diagrama
Publication . Jonas De Aguiar, Vinicius; Gerner, Alexander Matthias
A questão central desta investigação pode ser assim enunciada: como pensar a mediação entre som e música, a passagem do sonoro ao musical, sem pressupor qualquer tipo de esquema transcendental — estruturas matemáticas ou formais, gramáticas ou qualquer tipo de código que delimite a priori as possibilidades da música? Como pensar um sentido musical que não esteja dado a priori numa regra de síntese qualquer? A problemática que investigamos tem reaparecido com alguma frequência na filosofia, ao menos desde a última crítica de Immanuel Kant, e sobretudo em pensadores do século XX como Theodor Adorno e Gilles Deleuze. Com efeito, há uma forte tradição musical — teórica e prática, de Pitágoras ao Programa — segundo a qual o sentido musical só é gerado quando, sobre os sons musicalmente desinformados, se sobrepõe algum tipo de esquema racional (i.e. razões, proporções, logoi). É, pois, no limite dessa abordagem — que hoje, na era da programação ubíqua, abunda — que surge o referido tema desta investigação. Podemos dizer que o problema em pauta nos é reimposto pelo próprio avanço dos esquemas matemáticos transcendentais em todas as áreas do pensamento, inclusive do pensamento musical. Mas não propomos, aqui, meramente re-ativar os autores que, antes da revolução digital, investigaram o que há para além dos programas ou esquemas musicais. Da nossa parte, introduzimos a seguinte hipótese: o conceito de diagrama, proposto por Charles S. Peirce como substituto pragmati(ci)sta, incorporado, sensível e nãoalgorítmico, do esquema transcendental kantiano, indica um caminho ainda não investigado, nomeadamente, o conceito de diagrama musical. Assim, para amplificar e dar corpo (musical) ao pensamento que há para além do programado e do programável, atentamos para a dinâmica mediadora dos diagramas visuais, gestuais e sobretudo sónicos, que a história da música (suas tecnologias e suas práticas) nos legou, e que chegam até este trabalho por intermédio de variadas escutas compostas, verbalizadas e anotadas por compositores, teóricos, escritores, artistas, músicos e filósofos.

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Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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PD/BD/128480/2017

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