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Projeto de investigação

TARKOVSKY AND DEATH - CONSIDERATIONS ON THE CORRELATION OF METAPHYSICS, FILM AND DEATH

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Publicações

The solaristic system
Publication . Reeh, Christine; Correia, Carlos João Nunes; Gabriel, Markus
"O Sistema Solarístico" propõe explorar o potencial específico do cinema para colocar questões ontológicas e epistemológicas sobre o real, a realidade e a sua reprodução. O título é deduzido da ‘ciência solarística’, uma ciência fictícia introduzida no enredo do filme "Solaris" de Andrei Tarkovsky. Na presente dissertação este filme é abordado como uma metáfora para a apreensão humana do real da realidade, sob a premissa do real enquanto espaço reservado para a verdade ontológica. O objectivo da ‘filosofia solarística’, que será gradualmente introduzida, é a investigação dos conceitos e princípios de pensamento levantados pela existência do planeta Solaris que constitui um desafio inatingível para o conhecimento humano. Apesar de orgânico, o planeta Solaris é reminiscente de um aparato comparável ao cinematógrafo: reproduz seres que parecem reais, mas que, tal como as fotografias ou as personagens fílmicas, são estranhos no seu estatuto ontológico. O principal conceito estético do filme apresenta-se como uma presença de algo ausente ou um ser sem ser. Este princípio transcendente, de uma existência que não é, evoca os conceitos de Real de Jacques Lacan assim como a relação entre o ser e o Nada presente no pensamento de Martin Heidegger. Convoca também alguns dos mais importantes princípios cinematográficos definidos por Stanley Cavell, Gilles Deleuze, Roland Barthes. Solaris estabelece-se assim como um exemplo da densa auto-reflexividade do cinema. O sistema solarístico propõe uma ontologia específica do cinema que parte da sua natureza catalisadora de um modelo múltiplo de realidade, do dispositivo não humano e tecnológico que convoca uma mudança epistemológica, e, por fim, da reprodução automática do ser e do real da realidade. A nossa investigação estabelece um estatuto privilegiado do cinema enquanto matriz da realidade, que a "reproduz directamente" de forma diferente das outras artes (Pasolini). Contudo, a análise desta completa reprodução audio-fotográfica da realidade constitui um complexo desafio ontológico, que não pode ser expresso sem apresentar uma interrogação metafísica: se a realidade é reproduzível, qual é então a sua natureza fundamental?

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Fundação para a Ciência e a Tecnologia

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Número da atribuição

SFRH/BD/85354/2012

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