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Projeto de investigação

O MUNDO FUNERÁRIO ROMANO DO NORDESTE ALENTEJANO PORTUGAL

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Publicações

O mundo funerário romano no Noroeste Alentejano (Portugal) : o contributo das intervenções de Abel Viana e António Dias de Deus
Publication . Rolo, Ana Mónica da Silva; Fabião, Carlos Jorge Gonçalves Soares
No presente trabalho pretende-se apresentar uma visão geral das designadas «necrópoles céltico-romanas» alto alentejanas, identificadas e exploradas entre as décadas de 40 e 50 do século passado. O nosso particular interesse recai sobre as práticas funerárias adoptadas pelas comunidades que, em época romana, habitaram este território. Durante cerca de duas décadas de pesquisas e recolhas de material arqueológico, funcionários da Colónia Correcional de Vila Fernando identificaram mais de uma centena de arqueossítios, de natureza e cronologias diversas, no território de 11 concelhos do Alto Alentejo e parte setentrional do Alentejo Central. Em 1949, o preceptor-adjunto do estabelecimento correcional, António Dias de Deus (1901-1955), um dos principais impulsionadores destas pesquisas, passou a contar com a colaboração do arqueólogo Abel Viana (1896-1964). Com base na consulta dos trabalhos publicados nos anos 50 e de diversas fontes documentais, foi possível apurar um conjunto de 22 sítios nos quais terão sido identificadas evidências de natureza funerária – desde sepulturas (aparentemente) isoladas, como, por exemplo, na Anta do Carvão (Vila Viçosa) e em Olival da Silveirinha (Elvas), a necrópoles densamente utilizadas (quer no espaço, quer no tempo), como se verificou, por exemplo, na Chaminé (Elvas) e em Padrãozinho (Vila Viçosa). Contabilizaramse mais de 800 enterramentos e reuniu-se uma amostra de 1078 peças atribuídas a estes espaços funerários, parte delas já estudadas por outros autores durante a segunda metade do séc. XX e inícios da atual centúria. Partindo desta amostra, composta por espólio diversificado (terra sigillata, cerâmica de paredes finas, lucernas, cerâmica comum e de construção, vidros, metais e material epigráfico), procurou-se reconstituir o maior número possível de conjuntos de oferendas fúnebres por sepultura e definir as cronologias de cada um dos espaços analisados. Em termos gerais, sobressai o retrato de um conjunto de necrópoles in agro, associadas a villae ou a outros estabelecimentos rurais, e utilizadas, grosso modo, entre a II Idade do Ferro (finais do séc. IV a.C./ séc. III a.C.) e a Antiguidade Tardia (séc.s VII-VIII d.C.). A par de uma plena assimilação das práticas e ideário romano ou, mais tarde, da adesão ao Cristianismo, ressalta uma estável continuidade nos espaços de enterramento, confirmando a importância da memória dos mesmos como loci religiosi.

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Descrição

Palavras-chave

Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

Número da atribuição

SFRH/BD/77562/2011

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