Browsing by Author "Pereira, Ana Margarida Monge"
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- Esofagite eosinofílica : avaliação da qualidade de vida em idade pediátricaPublication . Pereira, Ana Margarida Monge; Lopes, Ana Isabel Gouveia Costa da Fonseca; Rodrigues, Luís Miguel Norte BordeiraIntrodução: A Esofagite Eosinofílica (EEo) é uma entidade com incidência cres-cente na população pediátrica. A sua natureza crónica, carácter recidivante, terapêutica e monitorização condicionam um elevado impacto na qualidade de vida, pelo que a ava-liação é essencial. Objetivos: Avaliação da qualidade de vida em doentes pediátricos com EEo em seguimento num centro terciário nos últimos 5 anos. Metodologia: Estudo observacional transversal. Análise de dados clínicos, endoscó-picos e histológicos. Aplicação do Questionário de Qualidade de Vida Pediátrica – PedsQL™4.0 para Crianças (8-12 anos) e Adolescentes (13-18 anos), aos próprios doen-tes. Análise descritiva e bivariada, considerando-se diferença estatisticamente significa-tiva se p-value <0,05. Resultados: Incluídos 65 doentes, 84,6% do sexo masculino, mediana de idade atual 15,2 anos (mínimo 5,0; máximo 18,2), mediana de idade ao diagnóstico 10,4 anos (mí-nimo 0,6; máximo 17,3), mediana de tempo de doença 4,1 anos (mínimo 0,3, máximo 13,8). 82% apresentavam antecedentes atópicos, sendo a rinite alérgica o mais fre-quente (61,5%). Os sintomas mais comuns na apresentação foram o impacto alimentar (66,2%) e a disfagia (64,6%). Os achados endoscópicos mais frequentes foram as estrias longitudinais (86,2%). Todos os doentes apresentaram infiltrado eosinofílico na avalia-ção histológica. Durante o seguimento 61,5% utilizaram corticóide deglutido, 40% inibi-dor da bomba de protões e 23,1% dieta de eliminação. Dos 65 doentes, 49 (75,4%) res-ponderam ao PedsQL™4.0: média de funcionamento físico 85,40 (SD±18,52); psicológico 71,12 (SD±21,72); social 85,31 (SD±14,76); escolar 67,86 (SD±21,95); psicossocial 74,76 (SD±17,47); score total 78,46 (SD±16,34). De acordo o cut-off determinado, 16,3% en-contravam-se em risco para o funcionamento físico (66,9), 12,2% para o psicossocial (49,4) e 16,3% para o score total (62,1). Não foi encontrada nenhuma associação com significado estatístico entre os dados clínicos, endoscópicos e histológicos e a qualidade de vida.Conclusão: Os domínios total e específicos estão preservados nos doentes estuda-dos, o que corrobora a evidência reportada em estudos prévios. A presença de doentes em risco em certos domínios reforça a importância de uma abordagem biopsicossocial na gestão destes doentes.
